CENTRIFUGAÇÃO: IMPACTO NAS ANÁLISES LABORATORIAIS
Os laboratórios clínicos utilizam amplamente a centrífugação como uma das etapas mais importantes no preparo das amostras. Por meio dessa técnica, os profissionais aplicam uma força centrífuga que acelera a separação dos componentes de diferentes densidades, garantindo maior precisão nas análises subsequentes.
Em análises bioquímicas e imunológicas, os profissionais utilizam a centrífugação para separar as células sanguíneas do plasma ou do soro, garantindo uma amostra limpa e adequada para testes de glicose, enzimas, eletrólitos e marcadores imunológicos.Essa etapa é essencial para evitar interferências celulares e assegurar resultados confiáveis.
Nos setores de urinálise, os profissionais também utilizam a centrífugação para concentrar os elementos figurados da urina, como hemácias, leucócitos e cilindros, permitindo uma avaliação microscópica detalhada que auxilia no diagnóstico de infecções urinárias, glomerulopatias e outras alterações renais.
Além disso, em áreas de biologia molecular, a centrífugação desempenha um papel fundamental nos processos de extração e purificação de DNA e RNA, promovendo a separação eficiente dos ácidos nucleicos de outros componentes celulares.
Dessa forma, os profissionais que atuam no laboratório clínico não apenas utilizam a centrífugação como uma rotina técnica, mas compreendem sua relevância na padronização e qualidade das análises.

Como os Elementos São Separados
O equipamento aplica força centrífuga para acelerar o processo de sedimentação. Com o movimento de rotação, ele empurra as partículas e células mais densas para o fundo do tubo — o ponto mais externo em relação ao eixo de rotação.
Ao trabalhar com centrífugas, você encontrará duas unidades de medida diferentes chamadas Força Centrífuga Relativa (FCR) e número de rotações por minuto (RPM).
A dimensão da partícula determina a força necessária para mover um material. Partículas grandes, como as células, movem-se com menos força, enquanto partículas menores, como as proteínas, requerem uma força centrífuga maior para se deslocar.
A Força Centrífuga Relativa e o Número de Rotações por Minuto
A Força Centrífuga Relativa (RCF) expressa a intensidade da força aplicada sobre a amostra. Em outras palavras, ela mostra quanto as partículas dentro do tubo são empurradas em direção ao fundo durante a rotação. Essa força, por sua vez, resulta da combinação entre a velocidade de rotação do motor e o raio do rotor da centrífuga. Por isso, a RCF representa uma forma padronizada e comparável de medir a força aplicada, independentemente do equipamento utilizado. Assim, mesmo que se utilize uma centrífuga de tamanho ou modelo diferente, a RCF permanece a mesma, desde que a intensidade da força relativa aplicada seja equivalente.
RPM é uma medida de quão rápido o motor gira e embora esta informação possa ser útil, ela não tem a capacidade de determinar a quantidade de força G à qual a amostra está exposta. Uma centrífuga operando a 5.000 RPM, por exemplo, estaria girando a 5.000 RPM, independentemente do tipo de centrífuga empregada e das dimensões do rotor giratório. O RCF incorpora o tamanho do rotor em sua medição para garantir que possamos calcular a força gravitacional que está sendo aplicada.
Vale lembrar que a centrifugação correta das amostras segue padrões de valores de RCF e não RPM, exatamente para garantir que toda amostra esteja sempre nas mesmas condições.
Cuidados Para uma Boa Centrifugação
- Realizar a manutenção e limpeza preventiva do equipamento
- Usar cubetas adequadas ao tamanho dos tubos a serem centrifugados
- SEMPRE balancear os tubos para minimizar o risco de quebra, de acordo com o mesmo peso
- Aguardar até a completa centrifugação, ou seja, nunca parar a centrífuga com as mãos ou de forma brusca, pois além de ocasionar possíveis hemólises pode descolar o gel separador.

Erros na Centrifugação
Existe alguns erros durante a centrifugação que podem interferir na posterior análise, a hemólise é uma das principais consequências de uma incorreta centrifugação, aumentando falsamente os valores de alguns analitos como potássio e desidrogenase láctica, além de complicar as análises que utilizam a Colorimetria e a espectrofotometria, entre os principais erros temos:
- Centrifugação incompleta
- Centrifugação excessiva
- RPM muito alto ou tempo muito longo
- Desbalanceamento das amostras
Conclusão
A centrífuga é um equipamento indispensável no laboratório de análises clínicas, seu papel é fundamental nos processos pré-analíticos e, por isso, cuidados devem ser tomados para que o uso da centrífuga auxilie e não prejudique uma boa análise das amostras.
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Referências:
Beckman Coulter Life sciences – Campo centrífugo relativo. Disponível em: https://www.mybeckman.in/resources/technologies/centrifugation/principles/relative-centrifugal-field
Informativo Digital. Nº 5. maio/2015 – CENTRIFUGAÇÃO DE AMOSTRAS Disponível em: https://www.labrede.com.br/portal/files/labinforma-tecnico-centrifugacao.pdf



