Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é uma neoplasia do sistema imunológico que acomete os tecidos linfóides e está relacionada à formação de massas tumorais. Trata-se de uma condição relativamente incomum, porém de grande relevância clínica e epidemiológica, especialmente em populações jovens.

Além disso, apresenta uma distribuição etária característica, com picos de incidência em adultos jovens e em indivíduos acima dos 50 anos. Esse padrão reforça a importância da suspeição clínica precoce e da correta investigação diagnóstica.

Aspectos gerais do Linfoma de Hodgkin

O Linfoma de Hodgkin é caracterizado histopatologicamente pela presença das células de Reed-Sternberg e suas variantes, inseridas em um ambiente inflamatório reacional. Essas células são essenciais para o diagnóstico e distinguem essa neoplasia de outros linfomas.

A Organização Mundial da Saúde classifica a doença em Linfoma de Hodgkin clássico e Linfoma de Hodgkin nodular linfocítico predominante. O tipo clássico é subdividido em esclerose nodular, celularidade mista, rico em linfócitos e depleção linfocitária, sendo a esclerose nodular o subtipo mais frequente.

Células de Reed-Sternberg

Alterações laboratoriais do Linfoma de Hodgkin

Embora o diagnóstico seja histológico, os exames laboratoriais desempenham papel relevante no acompanhamento e na avaliação da atividade da doença. Alterações hematológicas e inflamatórias podem estar presentes desde os estágios iniciais.

Entre os achados mais descritos estão anemia normocítica normocrômica, leucocitose ou linfopenia e elevação da velocidade de sedimentação globular. Esses parâmetros também integram índices prognósticos e auxiliam na estratificação do risco clínico.

Conclusão

O linfoma de Hodgkin é uma neoplasia complexa, com características clínicas, epidemiológicas e patológicas bem definidas. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, sua evolução pode variar conforme o subtipo, o estadiamento e os fatores prognósticos.

Dessa forma, o reconhecimento precoce dos sinais clínicos, aliado à integração entre avaliação clínica, laboratorial e anatomopatológica, é fundamental para a condução adequada do paciente e para a melhoria dos desfechos clínicos.

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Referências:

BUENO, João Victor de Moraes et al. O diagnóstico precoce em pacientes portadores de linfoma de Hodgkin e não Hodgkin: uma revisão de literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 5, p. 1035–?, maio 2023. ISSN 2675-3375. DOI: 10.51891/rease.v9i5.9846.

MONTEIRO, T. A. F. et al. Linfoma de Hodgkin: aspectos epidemiológicos e subtipos diagnosticados em um hospital de referência no estado do Pará, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, Belém, v. 7, n. 1, p. 27–31, 2016.

PÉREZ-ZÚÑIGA, Juan Manuel et al. Linfoma de Hodgkin. Revista de Hematología, México, v. 20, n. 2, p. 124–130, abr./jun. 2019.