Como identificar leucócitos na urina
A identificação de leucócitos na urina é uma etapa fundamental da urinálise, pois fornece informações importantes sobre processos infecciosos, inflamatórios e condições clínicas específicas. O reconhecimento correto dessas células depende da observação cuidadosa de suas características morfológicas, do contexto químico da amostra, bem como da correlação com achados clínicos.

Características morfológicas dos leucócitos
Os leucócitos são células incolores, com aproximadamente 12 µm de diâmetro, o que os torna maiores que a maioria das hemácias. Entre eles, os neutrófilos são os mais frequentemente observados, sendo granulados e multinucleados. No sangue periférico, portanto, eles representam a maior parte dos glóbulos brancos e, consequentemente, também são comuns na urina em situações patológicas.
Os linfócitos e monócitos, por sua vez, são agranulares, apresentando morfologia mais simples quando comparados aos neutrófilos. Essas diferenças estruturais auxiliam na distinção entre os tipos celulares durante a microscopia.
Além disso, em urina hipotônica, os neutrófilos sofrem alterações características. O citoplasma pode adquirir um aspecto cintilante devido ao movimento browniano, formando as chamadas glitter cells. Esse fenômeno ocorre porque as células absorvem água e incham, modificando sua aparência habitual.

Significado clínico da presença de leucócitos
A interpretação dos leucócitos urinários deve sempre considerar o tipo celular predominante.
- Neutrófilos estão associados principalmente à infecção bacteriana, cistite e processos inflamatórios do trato urinário.
- Eosinófilos podem indicar nefrite intersticial induzida por fármacos.
- Linfócitos estão relacionados a situações como transplante renal.
- Monócitos costumam aparecer em quadros de inflamação crônica.
Correlações com a urinálise química
A presença de leucócitos na urina frequentemente se correlaciona com alterações detectadas na análise química. A esterase leucocitária positiva indica atividade enzimática dos glóbulos brancos, bem como reforça a suspeita de inflamação ou infecção.
Dicas práticas para identificação microscópica
Durante a análise microscópica, alguns cuidados são essenciais. Em urina diluída, os neutrófilos podem perder o detalhe nuclear, o que facilita a confusão com células epiteliais tubulares renais (RTE). As RTEs, entretanto, tendem a ser maiores e apresentam núcleo excêntrico, característica útil para a diferenciação.
Em situações de inflamação ativa do trato urinário, os leucócitos podem apresentar pseudópodes alongados, refletindo sua atividade funcional e auxiliando na identificação correta dessas células.
Conclusão
Identificar leucócitos na urina exige atenção às características morfológicas, compreensão das alterações provocadas pelo meio urinário e correlação com os achados químicos. Ademais, a análise integrada desses fatores evita erros de interpretação e fornece informações relevantes para a avaliação clínica do paciente.
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Referências
MUNDT, Lillian A.; SHANAHAN, Kristy. Exame de urina e de fluidos corporais de Graff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
STRASINGER, Susan King; DI LORENZO, Marjorie Schaub. Urinalysis and Body Fluids. 7th ed. Philadelphia: F. A. Davis Company, 2021.



