Nova Diretriz de Dislipidemias: categoria de “risco extremo” passa a integrar o perfil lipídico
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou a atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, trazendo mudanças relevantes na estratificação de risco cardiovascular e nas metas de controle lipídico.
Essas atualizações representam um avanço importante na abordagem preventiva das doenças cardiovasculares e introduzem oficialmente uma nova categoria de risco: o risco extremo, voltada a pacientes com probabilidade cardiovascular máxima.
Criação da categoria “risco extremo”: o que muda na prática?
A principal inovação da diretriz é a inclusão da categoria risco extremo, destinada a indivíduos com histórico ou condições clínicas associadas a risco cardiovascular muito elevado.
Com essa nova classificação, as metas terapêuticas tornam-se ainda mais rigorosas, exigindo um controle lipídico mais intensivo e monitoramento laboratorial preciso.
LDL-colesterol: metas ainda mais rigorosas

O LDL-colesterol (LDL-c) continua sendo o principal alvo terapêutico na prevenção da aterosclerose.
👉 A grande novidade é que, para pacientes classificados como risco extremo, a diretriz estabelece uma meta de LDL-c abaixo de 40 mg/dL.
Essa recomendação reforça a necessidade de estratégias mais agressivas de redução lipídica, com impacto direto na rotina clínica e na interpretação dos exames laboratoriais.
Colesterol não-HDL: maior rigor no controle

Além do LDL-c, o colesterol não-HDL ganha ainda mais relevância como marcador global de risco aterogênico, especialmente em pacientes com hipertrigliceridemia.
A diretriz mantém o foco nesse parâmetro como complemento essencial ao LDL-c, exigindo maior atenção do laboratório e do clínico na análise integrada do perfil lipídico.
Valores que permanecem inalterados

Apesar da criação da nova categoria de risco, algumas faixas de referência permanecem as mesmas para os demais estratos de risco cardiovascular.
Isso reforça a importância da estratificação correta do paciente, evitando interpretações equivocadas e garantindo que as metas terapêuticas sejam aplicadas de forma individualizada.
Novos marcadores no perfil lipídico ampliado
A diretriz também reforça a importância de marcadores adicionais na avaliação do risco cardiovascular, incluindo:
- Apolipoproteína B (ApoB)
- Lipoproteína (a) – Lp(a)
Esses marcadores funcionam como ferramentas complementares de estratificação de risco, especialmente em pacientes com risco elevado ou extremo, contribuindo para decisões clínicas mais precisas.
Para informações completas e detalhadas, recomenda-se a consulta direta à diretriz oficial disponível no site da SBC:
🔗 https://abccardiol.org/article/diretriz-brasileira-de-dislipidemias-e-prevencao-da-aterosclerose-2025/
Por que essa atualização é tão importante?
Com metas cada vez mais rigorosas, a detecção precoce e o controle adequado das dislipidemias tornam-se ainda mais essenciais na prevenção das doenças cardiovasculares, que seguem como a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo.
Diante desse cenário, profissionais da saúde precisam se manter atualizados, revisar faixas de referência, adaptar protocolos laboratoriais e alinhar a interpretação clínica às novas recomendações.
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